Histórico
A Associação de Pais e Amigos de Pessoas com Síndrome de Down – APSDOWN, nasceu de um projeto de extensão universitária desenvolvido pelo departamento de psicologia da Universidade Estadual de Londrina – UEL. Esse projeto teve a duração de quatro anos (1989 –1993) e prestava atendimento às pessoas com a Síndrome de Down nas áreas de Fisioterapia, Fonoaudióloga, e Psicologia.
Os pais das crianças envolvidas no projeto, no decorrer desse trabalho, sentiram a necessidade de se organizar e criar uma associação, com o objetivo de lutar por melhores condições de vida, educação e integração social para seus filhos.
A primeira sede da Associação instalou-se na Rua Antonio Amado, nº170, Londrina-PR. Posteriormente mudou-se para a Rua Tinguis, nº96, Vila Casone, Londrina-PR. A partir de 1997 instalou-se na Rua Augusto Severo, nº69, Santos Drummond e permanece hoje na Rua Plutão, nº245, no Jardim do Sol em Londrina.
Durante as diversas ações desenvolvidas pela Associação, teve como foco principal às articulações para estruturação e implantação do Centro de Educação Especial Crescer (escola especializada) para ofertar atendimento pedagógico e terapêutico.
O CEEC foi aprovado com os programas de: Educação Precoce, Escolaridade, Apoio Pedagógico à inclusão e Educação Musical. E atualmente presta atendimento a mais de 130 alunos, entre crianças, adolescentes e adultos.
Oferecendo ainda:
• Apoio à Inclusão;
• Educação Infantil – 0 a 3 anos e 4 a 6 anos;
• Educação Profissional;
• Educação Física.
Nas áreas terapêuticas:
• Fisioterapia;
• Fonoaudióloga;
• Terapia Ocupacional;
• Psicologia;
• Serviço Social.
Paralelamente aos atendimentos educacionais e terapêuticos contam com:
• Projetos de Balé;
• Karatê;
• Natação;
• Teatro;
• Parceria com Universidades (públicas e privadas);
• Escolas de Natação;
• Empresas Particulares;
• Grupo de Voluntários.
Síndrome de Down –
O que é?
Histórico
Os trabalhos sobre síndrome de Down surgiram há muitos anos, por volta do século XIX, e a cada dia novos estudos surgem com propostas inovadores sobre o assunto. No entanto, através de pesquisas realizadas sobre a evolução dos estudos sobre a síndrome, encontramos um fato muito interessante que é a imagem que a sociedade por muitos anos postulou aos sindrómicos:
Na cultura grega, especialmente na espartana, os indivíduos com deficiências não eram tolerados. A filosofia grega justificava tais atos cometidos contra os deficientes postulando que estas criaturas não eram humanas, mas um tipo de monstro pertencente a outras espécies. (…) Na Idade Média, os portadores de deficiências foram considerados como produto da união entre uma mulher e o Demônio.
(SCHWARTZMAN, 1999, p. 3-4).
Por muitos anos, a criança com síndrome Down era considerada como a retardada, a incapaz e em algumas sociedades era até mesmo considerado como monstro ou filho do demônio. Infelizmente, atualmente, ainda, encontramos algumas confusões sobre o conceito de Down, que é confundido com deficiente mental.
“A síndrome de down é decorrente de um erro genético presente desde o momento da concepção ou imediatamente após (…)”
(SCHWARTZMAN, 1999, p. 3).
No entanto, como descreve Schwartzman (1999), sabemos atualmente que a síndrome se trata de uma alteração genética e que os portadores da síndrome, embora apresentem algumas dificuldades podem ter uma vida normal e realizar atividades diárias da mesma forma que qualquer outra pessoa. Não negamos a afirmação de que o Down apresenta algumas limitações e até mesmo precise de condições especiais para aprendizagem, mais enfatizamos, que estes através de estimulações adequadas podem se desenvolver.
A Síndrome de Down
No Brasil, segundo o Ministério da Saúde, a cada ano, nascem cerca de oito mil bebês portadores da síndrome de Down. Conhecida como uma das deficiências mentais mais freqüentes, a Síndrome de Down é uma anomalia nos cromossomos, que ocorre em 1,3 de cada 1.000 nascimentos. A carência de informações sobre o assunto tem diminuído, pois a inclusão social destas pessoas é o que estimula a busca de maiores esclarecimentos.
A síndrome de Down é decorrente de uma alteração genética ocorrida durante ou imediatamente após a concepção. A alteração genética se caracteriza pela presença a mais do autossomo 21, ou seja, ao invés do indivíduo apresentar dois cromossomos 21, possui três. A esta alteração denominamos trissomia simples. Estas alterações genéticas alteraram todo o desenvolvimento e maturação do organismo e inclusive alteraram a cognição do indivíduo portador da síndrome. Além de conferirem lhe outras características relacionadas a síndromes.
Características
De forma geral algumas características do Down são: o portador desta síndrome é um individuo calmo, afetivo, bem humorado e com prejuízos intelectuais, porém podem apresentar grandes variações no que se refere ao comportamento destes pacientes. A personalidade varia de indivíduo para indivíduo e estes podem apresentar distúrbios do comportamento, desordens de conduta e ainda seu comportamento podem variar quanto ao potencial genético e características culturais, que serão determinantes no comportamento.
As pessoas com Síndrome de Down, geralmente apresentam olhos amendoados, tem o hábito de permanecer com a boca entreaberta e as vezes, o hábito de deixar a língua pra fora da boca. Mão pequenas com dedos curtos, rega palmar única, orelhas pequenas, dificuldade na fala e aprendizado mais lento que outras crianças. Em alguns casos a síndrome pode resultar em problemas de audição, cardíaco e dentário;
Inclusão
O que é?
Com o objetivo de conscientizar a sociedade sobre a importância da valorização da diversidade humana e de como é fundamental oferecer oportunidades para que as pessoas com deficiência exerçam seus direitos , a APS DOWN oferece projetos de inclusão social.
Contando com mais de 70 crianças incluídas em escolas de ensino regular, a nossa equipe pedagógica acompanha o desenvolvimento dos alunos em visitas às instituições e reuniões com os professores.









