• foto_mi

    Camilla Sartorato é a responsavel por este blog. É jornalista e reside em Londrina/PR.Atualmente trabalha na Associação de Pais e Amigos de Pessoas com Síndrome de Down (APS DOWN), prestando serviços de Assessoria de Imprensa. Além disso, fez parte da Comissão Organizadora do V Congresso Brasileiro sobre Síndrome de Down, realizado setembro de 2008 em Londrina. Contato: camillasbr@hotmail.com

  • Blog Stats

    • 267,436 acessos

Estímulo motor deve começar cedo

flavia parte 11

“O trabalho fisioterapeutico na faixa etária de 0 a 4 anos” foi o tema de um dos oito minicursos que realizados durante o V Congresso Brasileiro sobre Síndrome de Down, no Centro de Exposições e Eventos de Londrina (Ceel). As atividades do curso foram comandadas pela fisioterapeuta londrinense Isabel Cristina Vicente de Rezende.

De acordo com a fisioterapeuta da Associação de Pais e Amigos de Pessoas com Síndrome de Down (APS Down), Flávia Garcia, a fisioterapia com crianças com a síndrome tem o objetivo de fazer com elas tenham melhor coordenação motora e se desenvolver normalmente. “O estímulo motor visa aproxima-lo o máximo possível do típico”, explicou Flávia.

Segundo ela, o início da vida da criança com síndrome de down é o período em que deve haver o maior estímulo sensorial, pois é, conforme Flávia, a fase de maior aprendizado da criança. “É quando a estimulação é essencial, já que é a principal fase de aprendizado neurológico. Se ela adquire nessa idade a postura e movimentos adequados, terá mais facilidade para manter depois”, comentou.

Além disso, há métodos e conceitos específicos de tratamento para as pessoas com a síndrome. Flávia observou que o fisioterapeuta deve ter amplo conhecimento destes conceitos para que desenvolva um trabalho de qualidade. “É muito importante que o profissional tenha conhecimento de biomecânica e anatomia e associe métodos, técnicas e conceitos para ter bom resultado.”

A fisioterapeuta explicou que, normalmente, as crianças que nascem com down tem as articulações e ligamentos mais frágeis, o que obriga todas a se submeteram à fisioterapia. “São características que obrigam a criança fazer fisioterapia.” No entanto, conforme Flávia, estas crianças se desenvolvem por completo, desde que façam corretamente os exercícios. “A criança com down tem completas condições de alcançar todas as etapas de desenvolvimento, ela só demora um pouco mais que as outras”, ressaltou Flávia.

Anúncios

Pessoas com down praticam karatê

 

Karatê é uma palavra japonesa que significa “mãos vazias”. O esporte se baseia em uma arte científica, fazendo o uso de todas as partes do corpo para a auto-defesa. O grande objetivo do karatê é a perfeição do caráter através de árduo treinamento e rigorosa disciplina da mente e do corpo.

v-congresso-brasileiro-sobre-sindrome-de-down-038

Em Londrina, a prática do karatê vem melhorando a qualidade de vida de crianças e jovens com síndrome de down. O projeto de extensão “Síndrome de Down – Arte e Vida em Movimento com o Karatê” teve início no ano de 1999, com a proposta de receber crianças com síndrome de down nas instalações da Universidade Norte do Paraná (Unopar). Desde então, as atividades realizadas atendem cerca de 110 alunos.

O trabalho, idealizado pelo professor de Educação Física e especialista em Educação Especial Mário Molari, recebe alunos de diversas instituições de Londrina e região. A Associação de Pais e Amigos de Pessoas com Síndrome de Down (APS Down) foi a primeira associação parceira do projeto. Quando estabelecido o apoio, em 1999, cerca de 10 alunos, entre crianças, jovens e adultos participavam das atividades. Atualmente, a APS Down conta com duas aulas práticas por semana em que mais de 30 alunos praticam o Karatê, supervisionados por professores e estagiários do curso de educação física.

 “O objetivo, além de melhorar a qualidade de vida dos alunos, é qualificar estagiários de educação física e mostrá-los uma outra realidade, além desenvolver atividades motoras necessárias ao down”, afirmou o coordenador do projeto, Mário Molari.

O conteúdo das aulas é organizado sobre a plataforma de duas matérias do karatê: o kata e o kihon. Kata são exercícios formais que desenvolvem o corpo e a mente através de formas, modelos, desenhos, executados de maneira encadeada e pré-determinada por linhas gráficas denominadas “embusem” e que seguem um ponto político e histórico de cada mestre. O kihon é o conjunto das técnicas que compõem o kata. Podem ser praticadas individualmente ou em conjunto. O kihon é a forma do movimento em si só, ou seja, são as bases, as defesas e os ataques. “No kata, os alunos fazem os movimentos e têm de voltar ao mesmo lugar de onde começaram, tendo noção de espaço”, explicou Molari.

De acordo o professor, o karatê trouxe inúmeros benefícios aos alunos, como concentração, postura, trabalho em equipe, força muscular, melhoria de aspectos neuromotores, esquema corporal, velocidade de reação, noção de espaço e ritmo. “O esporte serve também como inclusão social. Por exemplo, os que praticam esporte vão melhor na escola, principalmente, nas aulas de educação física”, afirmou.

Serviço

As pessoas que têm filhos com síndrome de down, de qualquer idade e que estiverem interessados no projeto, bastam comparecer a qualquer um dos locais onde são dadas as aulas de karatê e inscreverem os filhos. Os locais são a APS Down, na rua Plutão, nº 245, jardim do Sol; no Centro Ocupacional de Londrina (COL), na rua Açucenas, nº 100, jardim Colina Verde; na Unopar, no campus da avenida Paris, nº 675, jardim Piza; e nas Apaes de Rolândia e Arapongas. As aulas são gratuitas.

Tratamento homeopático é utilizado no combate à depressão

Médicos e psicólogos, cada vez mais, estão encaminhando pacientes a especialistas em medicina homeopática para auxiliar no tratamento contra depressão

245537353_c4bb544267_b1.jpg

Foto: Roberto Ortega

Depressão é uma palavra freqüentemente usada para descrever os sentimentos.Todos se sentem “para baixo” de vez em quando, e tal sentimento é normal.A depressão, enquanto evento psiquiátrico é algo bastante diferente: é uma doença como outra qualquer, e que exige tratamento.O tratamento homeopático, por sua vez, visa estimular o organismo a reagir. Pelo fato de não produzir efeitos colaterais, a maioria dos profissionais médicos, vem buscando a medicina homeopática como complemento ao tratamento depressivo.

A homeopatia, comumente confundida com tratamentos a base de ervas, chás e produtos naturais, foi criada pelo médico alemão Samuel Hahnemann, em 1796, com o objetivo de oferecer aos pacientes um tratamento rápido, seguro e duradouro em relação aos tratamentos médicos da sua época. “A homeopatia veio tratar o doente e não a doença”, complementa a médica Drª. Rosana Ceribeli Nechar . O medicamento homeopático a ser utilizado pode ser de origem vegetal, mineral ou animal, e é administrado em doses muito diluídas, preparadas através de uma técnica exclusiva da farmácia homeopática.

A reação à medicação homeopática é imediata, o que contraria o conceito popular de que a ação do remédio homeopático se da em longo prazo. Para a depressão, nesse caso, como uma doença que compromete o físico, o humor e, em conseqüência, o pensamento, é provável que o efeito da homeopatia seja mais rápido do que o efeito de um antidepressivo. “ A homeopatia tem seus limites sim, mas é mais uma boa opção no que se diz ao tratamento da depressão”, argumenta a psicóloga Maria Cecília Malaquias.

O tratamento homeopático é uma especialidade médica, e os profissionais habilitados a prescreverem medicamentos homeopáticos são médicos, veterinários e dentistas. Esse tratamento, conta também, com o custo do medicamento, que por sua vez é mais acessível, em comparação ao medicamento industrial.

Em Londrina, encontra-se o Curso de Especialização em homeopatia de Londrina (CEHL), promovido por um grupo de homeopatas do departamento de Homeopatia da Associação Médica de Londrina, com o objetivo de fortalecer o município como pólo regional na área de Homeopatia, e completando 25 entidades de especialização em medicina homeopática no Brasil. Contando com o apoio da Associação Médica Homeopática do Paraná, o CEHL é dirigido a médicos, médicos veterinários, farmacêuticos e cirurgiões dentistas.

Na cidade, também, o Hospital Universitário (HU), conta com as atividades de especialistas em medicina homeopática, já faz quatro anos.O atendimento é realizado semanalmente, e é prestado à toda população.O pacientes são encaminhados, geralmente, pelos postos de saúde, como também pelos médicos que trabalham no hospital, ou procuram o serviço por conta própria.Os interessados pelo tratamento homeopático devem procurar a secretaria do HU e agendar um horário.

Pessoas com síndrome de Down vencem barreiras

As pessoas com síndrome de Down podem exercer tarefas cotidianas normalmente. O convívio social de crianças, adolescentes, jovens e adultos com síndrome de Down é encarado cada vez com mais naturalidade. Hoje existem crianças com esta deficiência em salas de aula, fazendo suas atividades sozinhas, e nas associações de apoio, se vê inovações para que a sociedade possa tornar-se, enfim, inclusiva

2_2.jpg

Fotos: Roberto Ortega

Segundo, a Federação Brasileira das Associações de síndrome de Down, cerca de oito mil bebês nascem por ano no Brasil com a síndrome. Conhecida como uma das deficiências intelectuais mais freqüentes, a síndrome de Down é uma anomalia nos cromossomos, que ocorre em 1,3 de cada 1.000 nascimentos. A carência de informações sobre o assunto tem diminuído, pois a inclusão social destas pessoas é o que estimula a busca de maiores esclarecimentos. Cada vez mais a sociedade vem se conscientizando de como é importante valorizar a diversidade humana e de como é fundamental oferecer oportunidades para que as pessoas com deficiência exerçam seus direitos.

A síndrome de Down apresenta comprometimento intelectual, motor e de linguagem em níveis diferentes. Normalmente a criança com essa síndrome, têm a seqüência de desenvolvimento semelhante às crianças sem a síndrome, contudo é alcançado em ritmo mais lento.

O nascimento de uma criança com síndrome de Down, inicialmente, provoca insegurança e incerteza nos pais, pois há muita expectativa quanto à vinda de um bebê, e os pais sempre esperam que seus filhos nasçam com saúde. “No começo pensava que minha filha nunca ia poder andar e nem falar, foi o que caiu na minha cabeça quando fiquei sabendo que ela tinha a síndrome”, conta Nilza Ferreira, mãe de Júlia Vitória dos Santos, 1 ano e 8 meses.

No entanto, a pessoa com síndrome de Down mesmo com suas limitações pode exercer tarefas cotidianas normalmente, e à medida que a situação é esclarecida, a maioria dos pais supera esses sentimentos. “Agora estou vendo, que ter uma criança com a síndrome de Down é algo natural. Ela é a alegria da casa, a tratamos como uma pessoa normal”, completa Nilza.

As escolas de ensino regular têm relatado experiências, cada vez mais, bem-sucedidas de inclusão educacional. O encaminhamento, grande parte das vezes, é realizado por grupos de apoio pedagógico que acompanham o rendimento dos alunos e auxiliam os professores. Em Londrina, se destaca o trabalho realizado pela Associação de Pais e Amigos de Portadores de Síndrome de Down (APSDown), que já existe há 13 anos.

A partir da iniciativa de um grupo de pais londrinenses, a APSDown surgiu para oferecer às pessoas com síndrome de Down um atendimento multidisciplinar. A associação conta hoje com 123 alunos, de zero a 60 anos, e com cerca de 32 profissionais, desde assistentes sociais e professores a serviços médicos e motoristas.

Com 60 crianças incluídas em escolas de ensino regular, a APSDown acompanha o desenvolvimento dos alunos, periodicamente, em visitas às instituições e reuniões com os professores. O processo de acompanhamento educacional é parte essencial no desenvolvimento dessas crianças. “Elas precisam desse acompanhamento diferenciado, pelo menos no início. Precisam ser trabalhadas de uma forma especifica para conseguir um desenvolvimento que as outras crianças conseguem”, explica a professora Valdenir Poli, que trabalha com educação especial.

Segundo ela, quando este trabalho é realizado com consciência e exposto com naturalidade nas escolas, a criança tende a evoluir de maneira tranqüila. Um dos grandes objetivos da educação infantil é fazer com que a criança seja mais autônoma na sala de aula e adquira autonomia em sua vida social.

SAÚDE

Com melhores condições de saúde, a pessoa com síndrome de Down pode ter uma melhor evolução física, resultando em uma maior independência. A intervenção precoce, que significa o tratamento desde os primeiros meses de vida, proporciona que a criança aperfeiçoe suas ações.

Na fisioterapia, é auxiliado o desenvolvimento motor mais próximo possível da idade cronológica, e se estimula que a criança descubra o prazer do movimento e como se movimentar no espaço de diferentes formas. “A síndrome de Down proporciona um retardo no desenvolvimento motor, mas auxiliando a criança a vencer essas etapas de desenvolvimento é possível evoluir de maneira mais adequada”, explica a fisioterapeuta Flávia Garcia Ramos Silva, especialista em Fisioterapia Ortopédica, Traumatológica e Desportiva.

A partir da fonoaudiologia, também, é possível ser realizada a estimulação precoce. Os recém-nascidos com síndrome de Down apresentam muita dificuldade na sucção e movimentos imprecisos da língua, além dificuldades na comunicação.

A fonoaudióloga Ana Carolina Vicentini, especialista em Linguagem, explica que é realizado o trabalho de estimulação auditiva, estimulação de linguagem, e conforme a criança for adquirindo a fala deve-se estimular também a articulação. “Cada criança tem um limite, algumas têm mais facilidades, outras têm menos. A expectativas dos pais é sempre grande. É preciso respeitar o processo da criança”, diz ela. A fonoaudióloga fala também que ainda existe um pouco de preconceito, mas a aceitação está maior. “Hoje os professores tomam a liberdade de vir até nós, tirarem suas dúvidas”, conta ela.